O Ibovespa renovou a máxima histórica na sexta (09/10), aos 209.067 pontos (+1,38%), e fechou a semana com alta de 8,82% — a maior de 2026. Juros futuros em queda e a leitura das pesquisas eleitorais sustentaram o rali; dólar a R$ 4,984 (−0,79%). Varejo liderou: Magalu +19,2%, Casas Bahia +10,3%. Na segunda (12/10), S&P 500 −0,06% e Nasdaq −0,44%.
O rali tem menos de eleição e mais de aposta fiscal: o mercado passou a precificar ajuste das contas a partir de 2027, e os juros longos caíram de ~14% para ~12% na semana. A curva já embute cortes de 0,25 p.p. em novembro e dezembro. O risco é o BC não validar a aposta com a inflação acima do teto — e quem mais subiu é o mais exposto.
Inflação acima do teto reforça títulos IPCA+; CDI segue em 13,65%.
Bolsa em recorde amplia volatilidade; setores sensíveis a juros lideram.
Queda dos DIs tende a favorecer fundos de tijolo e o fechamento de spreads.
Real forte, mas Treasuries altos podem limitar novas quedas do dólar.
Brent acima de US$ 106 com risco geopolítico; ouro recua com dólar forte.
Bitcoin cede a US$ 82,5 mil com menor apetite a risco nos EUA.
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Elaboração
Thiago Ramachotte — C-Pro I
Este material possui caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.
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