O Ibovespa caiu 0,74%, aos 204.302 pontos, no segundo pregão seguido de realização após o rali pós-primeiro turno — ainda acumula alta de 9,64% em outubro. Vale (-2,30%) e bancos, com Bradesco (-3,68%) e Itaú (-2,66%), pesaram; Petrobras (+0,95%) amorteceu. O dólar subiu 0,70%, a R$ 5,011, interrompendo três quedas. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,22%.
Depois da euforia, o mercado ficou seletivo: saem bancos e Vale, que lideraram a alta, e entram nomes de consumo doméstico, como Magazine Luiza (+5,09%), sensíveis à queda da Selic. Para o investidor, a rotação indica que o rali agora depende de fundamentos e de sinais concretos sobre a política fiscal, não só do resultado eleitoral.
Ataques a petroleiros em Ormuz, relatos de que a Casa Branca pediu opções de ataque ao Irã e o furacão Isaias no Golfo do México, que já tirou 510 mil barris/dia de produção, levam o Brent a subir mais de 4% na madrugada.
O documento da reunião de setembro, quando o Fed subiu juros pela primeira vez em três anos, mostra consenso de que a inflação segue elevada. O mercado precifica a próxima alta para dezembro.
Na 4ª rodada da Oferta Permanente de Partilha, a ANP arrecadou R$ 530 milhões em bônus, com R$ 778 milhões em investimentos mínimos. Petrobras levou 2 blocos; Prio, Equinor e CNOOC/Sinopec também venceram.
Plano reestrutura cerca de R$ 4,6 bilhões em dívidas, alonga o prazo médio para 6,4 anos e reduz o custo para CDI + 0,5% a.a. Ação PCAR3 subiu 4,15% no pregão.
Selic em 13,75% mantém pós-fixados atrativos; juros futuros longos subiram com o exterior.
Realização pós-rali: bancos e Vale recuam; petroleiras amparadas pelo Brent.
Curva longa pressionada limita a valorização de FIIs de papel e tijolo.
Dólar volta a R$ 5,01; Fed duro e petróleo caro sustentam a moeda americana.
Brent acima de US$ 100 com risco de oferta; ouro estável perto de US$ 4.150.
Bitcoin e Ethereum recuam com aversão a risco e dólar global firme.