Em decisão simultânea na "Super Quarta", o Copom cortou a Selic em 0,25 p.p., para 13,75% ao ano — quinto corte seguido, unânime — enquanto o Fed elevou os juros dos EUA em 0,25 p.p., para 3,75%–4,00%, primeira alta em três anos. O Ibovespa fechou o pregão de ontem em queda de 0,51%, aos 185.548 pontos, pressionado por Petrobras (-3,53%) em dia de recuo do petróleo. O dólar praticamente não se moveu, a R$ 5,151 (-0,06%). Lá fora, o S&P 500 cedeu 0,45% e os Treasuries de 10 anos seguem no maior patamar desde 2007.
A trajetória oposta das duas maiores economias — Brasil cortando, EUA subindo — estreita o diferencial de juros e tende a limitar o espaço para apreciação adicional do real no curto prazo. Para o investidor, o cenário reforça a atratividade de travar prazos mais longos em prefixados e IPCA+ enquanto o prêmio sobre a inflação implícita ainda é elevado.